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Ganha força o adiamento das eleições e senador de MT defende o uso de fundo partidário contra coronavírus

Redação: Notícias da Baixada | 25/03/2020 - 13:49
Ganha força o adiamento das eleições e senador de MT defende o uso de fundo partidário contra coronavírus
Ao participar nesta terça-feira (24), de sessão remota do Senado Federal, o senador Wellington Fagundes (PL-MT) defendeu a proposta de adiamento das eleições municipais, previstas para outubro, e defendeu que o momento permite criar condições para que haja eleições gerais, simultâneas, para todos os cargos eletivos, em 2022.  “Não é de hoje que defendo essa proposta. Mas creio que a situação em função do Coronavírus nos abre essa possibilidade”, afirmou.
 
Líder do Bloco Parlamentar Vanguarda, formado pelo Democratas, PL e PSC, Fagundes se manifestou também favorável a destinação integral do  Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundão Eleitoral, e do Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, o Fundo Partidário para ações de combate ao Coronavírus e também para a garantia de emprego.
 
Vivemos um momento extremamente preocupante, no campo da saúde pública, com reflexos muito efetivos sobre a economia e, sobretudo, o emprego – o que nos remete ao sustento das famílias. Nossa prioridade, portanto, é justamente encontrar os caminhos que permitam superar esse duro momento da vida da nossa população”, frisou o senador do PL.
 
Wellington defendeu urgência na apreciação do projeto de lei para permitir que os partidos destinem o dinheiro dos dois fundos nos casos de emergência nacional. Fagundes reafirmou que o momento é de convergência e que a classe política possa dar respostas que a sociedade tanto espera.
 
Segundo ele, os poderes têm uma grande responsabilidade e o momento exige desprendimento de posições políticas ou ideológicas.
Fagundes disse apoiar a PEC proposta pelo senador Elmano Ferrer (Podemos-PI) e seus argumentos. Ao todo, são necessárias 26 assinaturas – o que tem sido mais difícil visto que os senadores estão em trabalhos remotos. “São poucos senadores em Brasília. Mas serei um dos seus signatários”, assinalou, ao destacar que as eleições gerais é um anseio muito forte no seio popular e também importante para a redução dos gastos públicos.
 
GRANDES FORTUNAS – Nesse mesmo sentido, Wellington Fagundes reafirmou que vai defender a taxação das grandes fortunas, cujos recursos a serem arrecadados também sejam revertidos ao combate ao novo coronavírus. Ele ressaltou que a taxação de 1% das famílias mais ricas seria possível arrecadar R$ 80 bilhões. 
 
Com um pouco mais de aperto, seria possível dobrar o atual Orçamento da saúde, salientou Fagundes.
 
Fagundes ressaltou que o tema da taxação das grandes fortunas mexe com o Senado Federal.  Já em tramitação um Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), que incidiria sobre patrimônio líquido superior a R$ 22,8 milhões, com alíquotas entre 0,5% e 1%. O projeto, do senador Plínio Valério (PSDB-AM) considera grande fortuna o patrimônio líquido que excede o valor de 12 mil vezes o limite mensal de isenção do Imposto de Renda. “É uma matéria que vamos enfrentar com muita tranquilidade”, disse Fagundes.

    

Fonte: ODocumento