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"QUADRO NEGRO"

Operação desta terça-feira aponta nome de empresária santo-antoninse que recebeu 500 mil

Redação: Notícias da Baixada | 22/10/2019 - 11:06
Operação desta terça-feira aponta nome de empresária santo-antoninse que recebeu 500 mil
A empresária santo-antoniense, Marilena Ribeiro, que atua em várias áreas na capital mato-grossense, mas mantém sua base empresarial no município de Santo Antônio de Leverger é citada em reportagens publicadas nos principais veículos de comunicação após a realização da operação “Quitar Dívidas”, deflagrada na manhã desta terça-feira pela Polícia Federal que prendeu o empresário Valdir Piran e mais quatro pessoas.
 
Leia mais em reportagem de Gazeta Digital
 
O esquema de corrupção no antigo Centro de Processamento de Dados do Estado (Cepromat), atual Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), que veio à tona nesta terça-feira (22) durante a Operação Quadro Negro, da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECCOR), tinha o objetivo de quitar dívidas que o ex-governador Silval Barbosa e seu grupo político tinha com os empresários Valdir Piran e Marilena Ribeiro.  
 
A informação consta nos depoimentos do ex-governador Silval Barbosa e do ex-secretário Pedro Nadaf, que foram base para a operação  Quadro Negro.
 
 
De acordo com a decisão da juíza Ana Cristina Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, o esquema de fraude na licitação para desviar cerca de R$ 10 milhões dos cofres públicos, ocorreu durante uma reunião entre Silval, Valdir Piran, o dono da empresa Avançar e o então chefe da Casa Civil Pedro Nadaf.  
 
(...) que houve uma reunião no gabinete da Casa Civil entre o interrogando, Valdir Piran, Weidson proprietário da empresa Avançar, e Pedro Nadaf, onde acertaram sobre a contratação da empresa, tendo na ocasião o empresário Weidson concordando em repassar o valor correspondente a 50 % do valor do contrato, ou seja, de aproximadamente R$ 5 milhões devendo assim realizar uma devolução de RS 2,5 milhões", diz trecho do depoimento do ex-governador que,  Ainda de acordo com a decisão, Silval deu autorização para Nadaf operacionalizar o esquema, e que o recurso devolvido fosse para quitar dívidas com Piran.  Ainda de acordo com Silval Barbosa, o empresário sabia que o recurso era de propina, já que foi o mesmo  "quem indicou o empresário para a contratação junto ao governo do interrogando"  . 
 
Silval explicou que dos R$ 2,5 milhões recebidos em propina, cerca de R$ 2 milhões foram repassados pelo empresário Weydson Soares Fontenele a Piran diretamente e os R$ 500 mil restantes foram entregues a Pedro Nadaf, "por meio de diversos cheques tanta da empresa Avançar, como do empresário Weidson ou de outras empresas do próprio empresário", diz outro trecho de depoimento que consta na decisão da magistrada Ana Cristina Mendes.  
 
Os R$ 500 mil foram utilizado por Nadaf para quitar uma dívida com a empresária Marilena Ribeiro, delatora na Operação Ararath.   
 

 

Foram presos na operação  o empresário Valdin Piran, o ex-vereador e ex-deputado Wilson Teixeira, o Dentinho, além de Djalma Souza Soares, o ex-secretário adjunto da Secretaria de Estado de Educação, Francisvaldo Pereira de Assunção, e Weydson Soares Fonteles. 
Fonte: GazetaDigital