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CHAPADA DOS GUIMARÃES

Em sessão extra na 6ª, vereadores podem aprovar as contas do ex-prefeito, Lisu

Redação: Notícias da Baixada | 19/09/2019 - 10:51
Em sessão extra na 6ª, vereadores podem aprovar as contas do ex-prefeito,  Lisu

Câmara de Chapada dos Guimarães realiza sessão extraordinária, na manhã da próxima sexta (20), para julgamento das contas do ex-prefeito Lisu Koberstain (MDB) no exercício 2015.

O vereador Thomas Jefferson (PSDB), que relatou as contas na Comissão de Orçamento, Finanças e Fiscalização, contrariou o parecer do Tribunal de Contas (TCE) e recomendou a aprovação. A convocação de sessão extraordinária causou estranheza nos bastidores da Câmara, já que o tema poderia ser analisado em sessão ordinária, como na sexta à noite. Entretanto, o presidente Carlinhos do PT alega que tomou a decisão porque o assunto requer máxima atenção dos parlamentares.

Segundo Carlinhos, o relator recomendou a aprovação levando em consideração a situação de déficit financeiro em que Lisu Koberstain, que era vice, assumiu a Prefeitura de Chapada dos Guimarães após a renúncia do então prefeito José Neves (PSDB). O tucano deixou o cargo após diversos afastamentos pela Justiça.

Esse foi o parecer do relator acatado pela comissão de Finanças. Agora, cabe o julgamento dos vereadores. Para rejeitar o parecer do TCE pela reprovação das contas do ex-prefeito Lisu são necessários 23 dos vereadores, o que significa oito votos”, explicou o presidente do Legislativo.

Lisu (Foto) que era vice, assumiu a Prefeitura de Chapada dos Guimarães

Parecer do TCE

O parecer do TCE pela reprovação, emitido pelo conselheiro interino Isaías Lopes da Cunha, que seguiu recomendação do Ministério Público de Contas, levou em consideração o período em que Lisu ficou como prefeito. O emedebista foi retirado do cargo em 16 de dezembro de 2016, quando o Governo do Estado decretou a intervenção do município.

Em seu voto, Isaías ressaltou que foram encontradas seis irregularidades graves e duas gravíssimas nas contas de governo de Lisu. Afirma que o ex-prefeito infringiu graves dispositivos legais e irregularidades como a abertura de créditos adicionais sem recursos existentes, ausência de transparência nas contas públicas e publicidade no processo orçamentário.

Além disso, o conselheiro apontou que Lisu não deixou recurso suficiente para promover a integral quitação dos restos a pagar e ainda contraiu gastos com pessoal acima do limite de 54% da receita corrente líquida, fato considerado gravíssimo.

Fonte: RDnews